quarta-feira, 18 de julho de 2018

A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS SOBRE AS PESSOAS QUE FAZEM USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS.



"Após a morte do corpo físico, o alcoólatra continua sequioso da “água que passarinho não bebe”, porquanto o álcool, além dos estragos no corpo físico, provoca um condicionamento no corpo espiritual que impõe a mesma premência de beber.

Como satisfazer-se, se lhe falta o corpo?

Um único meio, não menos espantoso, que ele logo dominará ligar-se ao psiquismo de um viciado “vivo”, o que lhe permitirá experimentar as sensações da bebida.

Um transe mediúnico invertido.

Ao invés de o encarnado colher as impressões do Espírito, este colhe suas sensações, ao fazer uso da bebida, satisfazendo-se.

Pessoas sensíveis a essa influência são facilmente dominadas, transformando-se em “canecos humanos”.

Bebem descontroladamente, agindo como instrumentos para a satisfação dos parceiros invisíveis.

- É um sem-vergonha! Devia curtir sua bebedeira na prisão dizem as pessoas, referindo-se ao bebum.

É um obsediado.

Precisa de tratamento médico e assistência espiritual – ensina a Doutrina Espírita. 

Nos bares, onde o consumo de alcoólicos é expressivo, o ambiente espiritual assustaria o médium vidente.

Turbas de Espíritos viciados, a envolver os frequentadores, sustentando neles a compulsão alcoólica.

Reuniões sociais regadas a álcool são muito frequentadas por “penetras” desencarnados, viciados do Além.

Aproveitam o alto consumo de bebidas nesses ambientes, porquanto o álcool é reconhecido como recurso desinibidor.

Algumas doses são suficientes para superar a timidez, favorecendo a comunicação, sem o que muitos convidados sentem-se marginalizados.

O que nem todos sabem é que o álcool nada faz senão anestesiar centros de controle do comportamento.

E como ali estão, também, as bases físicas da reflexão e do senso de avaliação, o bebum passa a oscilar entre a expansividade e a agressividade, a comunicabilidade e o ridículo, a descontração e a inconveniência.

Não raro, sobrepondo-se aos viciados desencarnados, que buscam os “canecos humanos”, há obsessores cruéis que se aproveitam das brechas psíquicas abertas pelo álcool.

Acidentes, brigas, agressões, crimes, desentendimentos, desuniões, desequilíbrios surgem, a partir da insidiosa ação de entidades das sombras que se infiltram na mente indefesa do alcoolizado, levando-o a um comportamento anti-social.

O problema fundamental do viciado é a incapacidade de ajustar-se às realidades existenciais.

Alimentando uma visão distorcida, empolga-se pela busca de sensações, perseguindo uma euforia artificial, um céu efêmero sempre sucedido por inferno de desequilíbrios.

Impermeável aos conselhos e orientações de amigos e familiares, insiste no vício, perdendo as melhores oportunidades de edificação da jornada humana.

Depois, situa-se em longos estágios de sofrimento depurador na Espiritualidade, qual lavrador desavisado que colhe espinhos semeados em campo fértil.

Quantos males seriam evitados!

Quantas dores não aconteceriam!

Quantos problemas seriam resolvidos, se o alcoolismo das conversas vazias de fim de expediente, de férteis reuniões sociais, de preguiçosos fins de semana, fosse substituído pela visita ao enfermo, pelo atendimento ao necessitado, pelo estudo edificante, pela participação na atividade religiosa.

Os que assim fazem não precisam de drinques, para experimentarem descontração ou fugaz euforia, porquanto há neles aquela vida abundante a que se referia Jesus.

Aquela força divina que vibra nas veias, quando a mente se povoa de ideais e o coração pulsa ao ritmo abençoado do serviço no campo do Bem."

Página "Paz Luz, Paz Luz".

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Será que Existem Crianças no Mundo Espiritual?

Um objeto de estudo instigante, cuja explicação devemos ao Espiritismo, diz respeito à situação da “criança” no além após a sua morte. Será que há “crianças” no além? E o “bebê”, como será a sua forma perispiritual quando desencarna? Será que o seu perispírito retoma a forma “adulta” ou por quanto tempo permanece “bebê” e ou “criança” no Além-túmulo? Há muitas interrogações sobre o que ocorre com as “crianças” recém-desencarnadas. Como “ela” se adapta no Mundo dos Espíritos? Sim, são inúmeras dúvidas.
Cremos que “crianças” no além são imediatamente recolhidas por familiares ou mentores, que lhes darão ampla assistência. Se são Espíritos com ótima bagagem moral, retomam a personalidade anterior. Se são de mediana evolução, acreditamos que conservam a condição infantil, que será superada com o decorrer do tempo, como sucede com as “crianças” na Terra. Podem, também, retornar à reencarnação.
Porém, pasme, segundo um famoso escritor espírita, “não há uma única manifestação mediúnica de criança nas obras de Allan Kardec”. Portanto, afirma que não existem “Espíritos crianças”, pois o período de infância, adolescência, maturidade e envelhecimento, é uma condição do corpo físico, que obedece a esse processo orgânico de maturação, próprio dos nativos do planeta Terra.
Será? É urgente contar ao notório e equivocado confrade que o Codificador publicou comunicação do Espírito de uma criança na Revista Espírita de 1859. E ainda registrou a manifestação do Espírito do menino Marcel, conforme publicado na obra “O Céu e o Inferno”, cap. 8, parte II. Aliás, antes de Kardec, encontramos personagens históricos que mencionam os espíritos de “crianças” no além. A exemplo de Swedenborg, que descreve “crianças” sendo bem recebidas no além nas instituições onde adolescem e são cuidadas por jovens mulheres. Há distintos precursores do Espiritismo que fazem alusões às “crianças” no além, a saber: Louis Alphonse Cahagnet, na França e Andrew Jackson Davis, nos EUA.
André Luiz apresenta no cap. X do livro “Entre a Terra e o Céu” acurados painéis de crianças desencarnadas. Cairbar Schutel apresenta as “crianças” no além tumba no seu livro “A Vida no Outro Mundo”; Frederico Figner (Irmão Jacob) faz menções a “crianças” no além, conforme agenda no livro “Voltei”. Informações confirmadas por Yvonne Pereira em “Cânticos do Coração, Vol II”e George Vale Owen, na obra “A vida Além do véu”, dentre outros.
Na questão 381 de O Livro dos Espíritos, o Codificador questiona aos Espíritos se na morte da criança, o ser readquire imediatamente o seu antecedente vigor. Os Benfeitores aclaram o tema afirmando que o Espírito não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado do envoltório físico. E nas questões 197, 198, 199, 346 e 347, da mesma obra básica é explicado que o Espírito da “criança” não é infantil, e sim reencarnação de Espírito que teve outras existências na Terra ou em outros orbes. Especificamente na questão “199-a”, os Espíritos inquiridos por Kardec sobre o destino espiritual da criança que morre bebezinho, anotaram que o Espírito “recomeça outra existência”.
No entanto, antes do reinício de nova existência física, tais Espíritos são recolhidos em Instituições apropriadas. Há apresentações psicográficas citando escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às “crianças” desencarnadas. E ademais, ao reencarnar o Espírito entorpece a consciência e somente finalizará o processo reencarnatório a partir dos sete anos aproximadamente, quando se remata a reencarnação. Por isso, se a criança desencarnar no meio do processo reencarnatório, ou seja, entre os 3 anos e 4 anos, o Espírito possivelmente possa retomar imediatamente a forma adulta precedente.
Também devemos considerar o seguinte: se a “criança” desencarnada possui grande experiência no campo intelecto e moral, readquire rapidamente os valores parciais da memória, logo após a desencarnação, conseguindo, por isso, ordenar conceitos e anotações de acordo com a maturação intelectual alcançada com seus empenhos.
O mesmo não sucede com “criança” desencarnada que ainda não possui condição moral elevada. Em tal estágio, o desenvolvimento no além-túmulo é idêntico ao que se processa no plano físico, quando o Espírito é constrangido a aprender pausadamente as lições da vida e avançar gradualmente, segundo as injunções do tempo.
Morre o corpo infantil (em qualquer faixa etária), e sobrevive o Espírito imortal e eterno, com toda uma bagagem de aquisições intelectuais e morais advindas das múltiplas experiências reencarnatórias, e que integram a sua individualidade.
Recordemos que a almas ainda prisioneiras no automatismo inconsciente acham-se relativamente longe do autogoverno. Em face disso, permanecem transportados pela Natureza, à maneira de bebês no colo materno. É por esse motivo que não se pode prescindir de períodos de recuperação para quem desencarna na fase infantil. Porquanto, precisarão continuar aprendendo, estudando e recebendo esclarecimentos espirituais adaptados à sua idade e compreensão, e serão separadas por faixas de idade e entendimento, tal como ocorre aqui na Terra.
Nas fontes que examinamos, não encontramos informações de Espíritos de “crianças” nas regiões “umbralinas” – ainda bem!
Temos muito que aprender com os Espíritos.
Jorge Hessen

Fonte: Agenda Espírita Brasil

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Hino à Bezerra de Menezes

ISMAEL

ISMAEL
NAS LUMINOSAS PEGADAS DO CORDEIRO
ÉS O GRANDE TIMONEIRO
DE UM BARCO CHAMADO BRASIL

OH! BRASIL GRANDE ESPERANÇA
BERÇO DA FRATERNIDADE
ERGA BEM ALTO ESTA BANDEIRA       BIS
DEUS, CRISTO E CARIDADE

HINO À ANDRÉ LUIZ

ANDRÉ LUIZ AMPARA NOSSAS ALMAS
E NOS CONDUZ EM BÊNÇÃOS DE LUZ
SOCORRE O FRACO, LEVANTA O CAÍDO
ALEGRA O TRISTE EM NOME DE JESUS
QUANDO NA TERRA, CUROU HOMENS ENFERMOS
AMENIZANDO A DOR DE SEUS IRMÃOS

DA VIDA ETERNA ESCLARECE NOSSAS ALMAS         BIS
E COM AMOR BALSAMIZA CORAÇÕES

domingo, 20 de maio de 2018

Hino da Fraternidade - Autoria de Paulo Garrido

FRATERNIDADE, AURORA SUBLIME
EM TORNO DOS CORAÇÕES
AMOR SUTILEZA QUE EXPRIME
NOS MUNDOS FECUNDOS PELAS ORAÇÕES
HUMILDADE, TOLERÂNCIA, COMPREENSÃO
IMÃ SECULAR DA UNIÃO
BEZERRA, GUILHERME, DR. ÊNIO
LUZEIROS OBREIROS NA MISSÃO

JESUS, JESUS!
FORTIFICAI A NOSSA FÉ                 BIS
JESUS,JESUS DE NAZARÉ!   

SÓ OS ATOS DEFINEM SUA AÇÃO
NINGUÉM É INIMIGO DE NINGUÉM
UNAMOS PELA FRATERNIDADE
PRATICANDO SEMPRE A CARIDADE

ESTAMOS NA CASA DE DEUS
SAUDEMOS AO MESTRE EM ALTO TOM
BÊNÇÃOS DIVINAS AOS FILHOS TEUS
AMANDO E COMO É BOM SER BOM

JESUS, JESUS,
FORTIFICAI A NOSSA FÉ                 BIS
JESUS, JESUS DE NAZARÉ

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A palavra de Deus não está na Bíblia, mas na natureza, traduzida em suas leis. Saiba qual a visão Espírita do Velho Testamento.


A Bíblia é simplesmente uma coletânea de livros hebraicos, que nos dão um panorama histórico do judaísmo primitivo.

Os cinco livros iniciais da Bíblia, que constituem o Pentateuco mosaico, referem-se à formação e organização do povo judeu, após a libertação do Egito e a conquista de Canaã.

Atribuídos a Moisés, esses livros não foram escritos por ele, pois relatam, inclusive, a sua própria morte.

As pesquisas históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu.

Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais (guardados na memória) e proclamá-los em praça pública como a lei do judaísmo, ditada por Deus.

Os relatos históricos da Bíblia são ao mesmo tempo ingênuos e terríveis.

Leia o estudante, por exemplo, o Deuteronômio, especialmente os capítulos 23 e 28 desse livro, e veja se Deus podia ditar aquelas regras de higiene simplória, aquelas impiedosas leis de guerra total, aquelas maldições horríveis contra os que não crêem na “sua palavra”.

Essas maldições, até hoje, apavoram as criaturas simples que têm medo de duvidar da Bíblia.

Muitos espertalhões se servem disso e do prestígio da Bíblia como “palavra de Deus”, para arregimentar e tosquiar gostosamente vastos rebanhos.

As leis morais da Bíblia podem ser resumidas nos Dez Mandamentos.

Mas esses mandamentos nada têm de transcendentes.

São regras normais de vida para um povo de pastores e agricultores, com pormenores que fazem rir o homem de hoje.

Por isso, os mandamentos são hoje apresentados em resumo.

O Espírito que ditou essas leis a Moisés, no Sinai, era o guia espiritual da família de Abrão, Isaac e Jacob, mais tarde transformado no Deus de Israel.

Desempenhando uma elevada missão, esse Espírito preparava o povo judeu para o monoteísmo, a crença num só Deus, pois os deuses da antiguidade eram muitos.

O Espiritismo reconhece a ação de Deus na Bíblia, mas não pode admiti-la como a “palavra de Deus”.

Na verdade, como ensinou o apóstolo Paulo, foram os mensageiros de Deus, os Espíritos, que guiaram o povo de Israel, através dos médiuns, então chamados profetas.

O próprio Moisés era um médium, em constante ligação com Iavé ou Jeová, o deus bíblico, violento e irascível, tão diferente do deus-pai do Evangelho.

Devemos respeitar a Bíblia no seu exato valor, mas nunca fazer dela um mito, um novo bezerro de ouro.

Deus não ditou nem dita livros aos homens.

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Herculano Pires
Sobre o Autor
José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Espírita desde a idade de 22 anos não poupou esforço na divulgação falada e escrita da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida. Durante 20 anos manteve uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados com o pseudônimo de Irmão Saulo. Traduziu cuidadosamente as obras da Codificação Kardecista enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés.
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